domingo, 10 de abril de 2011

REBOCO

O reboco propriamente dito é uma mistura de cimento e areia (dos tipos rosa e lavada) que é mais fina e frágil que o concreto, que leva brita. Primeiro essa massa é salpicada na parede, formando o chapisco. Depois, grandes colheradas dessa massa são arremessadas com força na parede (uhuu!) para formar o emboço. E aí sim o pedreiro, com uma imensa barra retangular de alumínio (a régua), alisa esses bolões de massa para deixá-los completamente nivelados e lisos, formando o reboco.
A fase de instalação deve ser muito bem planejada e conferida depois de pronta porque quebrar reboco para mudar alguma coisa dá pena, e pode até dar muito trabalho se ninguém mais lembrar onde exatamente estava passando aquele maldito cano. Aqui é meio caminho andado para o acabamento, e já se deve começar a pensar nos revestimentos de parede que serão utilizados. É preciso caprichar na massa: um reboco que leve muita areia, para economizar cimento, fica frágil e farelento demais, o que, na prática, significará muita dor de cabeça na hora em que você quiser bater um prego na parede para colocar um quadro, por exemplo.




Instalações

Depois de gastar uma boa grana com ferro e cimento para a fundação, essa é a próxima etapa que come dinheiro. As paredes são "rasgadas" para a instalação dos canos, dos registros, das caixinhas de tomadas. O material não é tão caro assim, vá lá, mas também não é baratinho como tijolo, e quem quer fazer uma casa que preste não pode abrir mão de usar materiais da mais alta qualidade possível -- não tem coisa pior do que ter que quebrar parede para trocar um registro, consertar cano que rachou, essas coisas. Se é que vale a opinião, lá vai: tubulação pra mim é Tigre ou Amanco/Fortilit, registro é Deca ou Tigre!
Essa fase é uma das mais chatinhas. O mestre de obra NUNCA vai te dizer exata e precisamente o que você precisa comprar. Depois que você chegar da loja com o material, ele vai olhar pra você e perguntar "você comprou a luva de 100?", e você vai querer esbofetear o miserável porque ele nunca tinha falado de luva nenhuma. Por mais que o engenheiro RT ou você mesmo se esmere em calcular quanto vai precisar de cada coisa -- luvas, joelhos de 90 graus, joelhos de 45 graus, registros, etc -- sempre vai faltar alguma coisa na hora em que os caras vão montar os tubos. Fora que, não raramente, eles erram, e aí é difícil aproveitar alguma coisa de um trecho de tubulação que precisou ser cortado fora.
A solução? Faça logo um acerto prévio com o dono da loja de materiais de construção mais próxima da obra, ou com o fornecedor preferido do mestre de obra, para que, quando faltar alguma coisa em cima da hora, eles possam ir lá e pegar, para que você pague depois. Ou deixe que o mestre de obra pague e você se acerta com ele depois. É, tem que confiar, fazer o quê? O pessoal das lojas é compreensivo quanto a isso e não cria problemas. Eu apelei para algo mais preventivo: copiei para folhas de papel, em escala, as plantas baixas da cozinha e dos banheiros, e desenhei cada uma das paredes -- é como se você tivesse desmontado uma caixa de papelão e estivesse olhando para ela do alto. Daí desenhei cada uma das saídas de água ou esgoto nas paredes, desenhei a tubulação, e tirei as medidas dentro da escala. Acho que é o mais próximo que se pode chegar do quantitativo de material final... Mesmo assim, não se esqueça de comprar canos e conexões com uma certa "margem" de sobra.
  • Comprar material bruto de água quente e fria (canos, cola PVC, joelhos, tês, válvulas de descarga, registros, plugs, material para a caixa d´água). Registros que controlam a água em todo um ambiente são de gaveta; as torneiras de chuveiro são registros de pressão. Por razões de tradição, os registros usam roscas com medidas em polegadas, enquanto os tubos de PVC (soldáveis com cola PVC, daí o nome "cola" para as conexões) já são vendidos com medidas em milímetros, e para ligar um com o outro é preciso usar adaptadores de rosca para cola. O registro de pressão precisa de um adaptador e uma luva LR (aquelas de plástico azul, que têm uma rosca de metal por dentro em uma das pontas); e o registro de gaveta leva dois adaptadores.
  • Não se esqueça de incluir nos cálculos dos tubos de esgoto (normalmente, os de 40mm) as colunas de ventilação, que devem partir da tubulação do chão até algum ponto de saída de ar sobre o teto da casa. Sem essas colunas, são grandes as chances de você ter um banheiro com aquele agradável aroma de... merda. Se o ar do sistema não tiver por onde sair, ele vai retornar pelos ralos, por exemplo.
  • Se isso já não foi feito, comprar as caixinhas de interruptores, caixinhas octogonais para iluminação de parede (altura simples), mais conduítes se necessário, quadro de distribuição de energia (normalmente de embutir, observar as entradas para conduítes) e quadro de telefone.
  • Definir e discutir amplamente com o mestre de obra e o instalador onde ficarão as tomadas, os interruptores e suas respectivas luminárias, saídas de antena de TV e telefone, pontos de interfone e alarme, etc. Não precisa ser tudo igualzinho ao projeto, mas é preciso deixar bem claras as alterações.
  • Definir os locais exatos das saídas de água, especialmente a altura delas, de acordo com o tipo de pia que será utilizado. Existem as torneiras de parede, que devem ser colocadas mais altas do que a pia, e as torneiras de mesa, que são instaladas na própria pia, ligadas à saída de água por uma mangueira apropriada, e por isso exigem que a saída de água fique mais baixa do que a pia. Nos banheiros, a válvula de descarga de embutir deve ficar a aproximadamente 100cm do piso.
  • Definir localização das saídas de esgoto nas paredes. A altura dos sifões depende da altura das pias: em pias de bancada com cuba embutida, a saída para o sifão fica a cerca de 60cm, e a distância entre o sifão e a bancada varia em torno de 20cm.



  • Conferir na planta a altura e o alinhamento vertical das saídas e torneiras de chuveiro (com posicionamento da caixinha de tomada). As torneiras do chuveiro devem ter uma altura em torno de 110cm. A saída do chuveiro fica entre 200cm e 210cm acima do piso.
  • FOTOS.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Segunda Laje

E começa a preparação da Segunda laje.
Como foi descrito a primeira laje foi de lajota, mas a segunda optei por isopor, pois como pesquisei, ele traz alguns beneficios e vantagens:
São elas: leveza; rapidez na montagem; facilidade de instalação de canos e conduítes; preço. E segundo os entendidos, isolamento acustico e o que mais me atraiu: isolamento terico, afinal tenho que pensar no meu zero hora, na hora de dormir ao dia
Mas tambem tem algumas desvantagens: não é possível fazer furos na parte inferior; é preciso passar uma cola especial na face aparente do isopor para que o acabamento (chapisco ou gesso) possa aderir ao material.
Como montar uma laje :

Como montar uma laje




Fotos


Inicio do Segundo Pavimento

Agora começou a levantar as paredes e a fazer as colunas do segundo piso. Diferente da parte de baixo que tem poucas paredes, a parte de cima está tomando mais tempo com as paredes.
Sempre tem as compras, arame recozido nº 18 para amarar ferro, barras de aço de 3/8 e 5/16, barra de aço 4.2, e muitos pregos, como gasta prego uma obra.
Debaixo de alguma chuva as paredes foram subindo,e a casa começou a aparecer.
Tijolo a tijolo, os quartos foram se formando.

Eita chão molhado, mas a casa vai subindo...


Lona preta para proteger da chuva...


Ai meu quarto...


Trabalha homem....


Você tambem, nao enrola....


Visita na obra...


Ja tá parecendo uma casa...


Olha a vista da Usiminas, kkkk

segunda-feira, 28 de março de 2011

Primeira Laje

Quando terminou o tijolamento do primeiro pavimento fiquei com duvida em qual laje escolher.
Veja abaixo alguma coisa sobre os tipos de laje conhecidos na nossa região:
Laje pre-moldada:
As lajes pré-moldadas são constituídas por vigas ou vigotas de concreto e blocos conhecidos como lajotas ou tavelas.
As lajotas e as vigotas montadas de modo intercalado formam a laje.
O conjunto é unido com uma camada de concreto, chamada de capa, lançada sobre as peças.
As lajes pré-moldadas comuns vencem vãos até 5m entre os apoios.
Em geral, os seus comprimentos variam de 10cm em 10cm.
Outro tipo de vigota, conhecido como vigota treliçada, utilizam vergalhões soldados entre si formando uma treliça. Essa laje pode vencer vãos de até 12m entre apoios.
A execução das lajes pré-moldadas é muito rápida e fácil, mas o fabricante deve fornecer o projeto completo da laje, incluindo as instruções de montagem, a espessura da capa de concreto e os demais cuidados que devem ser seguidos à risca.
http://www.fazfacil.com.br/images/ref_laje.gif


Laje de Isopor:
O isopor tem características muito favoráveis para utilização como elemento enchimento de lajes, é leve e resistente.
O isopor não serve de alimento a qualquer ser vivo inclusive microorganismos e, portanto, não favorece a presença de cupim, nem apodrece.
Usado em lajes pré-moldadas nervuradas em uma só direção ou em grelha, permite grande economia de cimbramento, mão-de-obra e tempo.
http://www.casadesantoexpedito.com.br/catalogo/produtos/278-1.jpg


Acabei optando no primeiro pavimento pela laje comum, de lajota mesmo, pois como meu projeto ja previa esse peso sobre a estrutura, pensei no mais barato.
Encomendar a laje ainda durante a fase de alvenaria, pois ela demora alguns dias para ficar toda pronta. Se você pensa em usar beirais, que ficam por baixo do madeiramento do telhado nas partes em que eles se estendem além das paredes, avise a empresa, porque poderá ser necessário aumentar o cálculo da área da laje. De material elétrico, comprar as caixinhas octogonais de altura dupla que são usadas para fixar luminárias de teto, e mais conduítes se necessário. Quem quiser pular etapas, pode aproveitar o embalo para comprar também as caixinhas de parede que serão usadas para tomadas e interruptores (simples ou duplas) e para luminárias de parede (octogonais de altura simples, pequenas ou grandes).Comprar escoras de madeira, tambem chamadas indecentemente de paus roliços. São usadas para apoiar a laje depois que ela é montada e concretada, e devem ficar montadas por pelo menos 30 dias para garantir a secagem da laje.
Vejam fotos da laje já montada e escoramentos.